124:Onde está a vuvuzela?


Boa Tarde,
sou cliente da GALP há bastantes anos e perturba-me um pouco ver constantemente o facto de serem criados grupos nas redes sociais que denigrem a imagem da empresa.
Hoje não calei a minha revolta no grupo: " A Galp que meta a vuvuzela no cú e baixe o preço da gasolina" pois a meu ver as coisas não se tratam assim, até porque o meu carro é a gasóleo.
Fui obviamente insultado por um grupo que conta com mais de 50 mil membros. A minha questão é a de saber a razão pela qual vocês na GALP não respondem a estas manifestações, se é por preguiça, por concordarem com o conteúdo das mesmas ou porque neste momento só estão preocupados em "dar o litro" pela nossa selecção?
Dia 1 de Junho o grupo combinou não colocar combustível nos vossos postos e não vos vejo minimamente preocupados com o assunto.
Veja-se a diferença de procedimento da Galp, quando comparada com a B.P. que quando foi acusada do derramamento de combustível no Golfo do México falaram e responderam às pessoas.
Farto de defender a Galp e ser insultado pelas pessoas que referi, venho pedir-lhe que me diga o que escrever naquele grupo que manda dar uma utilidade à vuvuzela tão pouco ortodoxa.
Não me importo de ser o porta voz da Galp.Se pretender marcar uma reunião para delinearmos uma estratégia de defesa, estou ao dispor.
Respondo que "No dia 1 não querem ir colocar gasolina na galp porque devem querer ficar em casa a brincar com a vuvuzela" ou posso ser mais agressivo?
Aguardo então uma resposta a este cliente fiel para que vos possa defender devidamente na rede social.
Mário Dias

Exmº Senhor Mário Dias,
Em primeiro lugar deixe-me agradecer-lhe a preocupação com a imagem da Galp.
De facto, é triste ver a ignorância de quem ataca uma empresa portuguesa que é das poucas que continuam a investir a sério no nosso país, com isso beneficiando empresas estrangeiras que são maiores do que a Galp e que cancelam investimentos prometidos nos quais tiveram até o apoio do Estado. É tão diferente do que se passa do outro lado da fronteira, onde as empresas nacionais são as preferidas. O patriotismo mede-se também por aqui…

Quanto ao Facebook, felizmente vivemos num país onde há liberdade de expressão e onde as pessoas são livres de criarem os sites e páginas que bem entenderem - e de fazerem o que mais desejarem com as vuvuzelas. Os padrões éticos seguidos pela Galp impedem-nos de descer ao mesmo nível.

Quanto à comparação com a BP, parece-me não fazer qualquer sentido. A BP foi, de facto, responsável pelo maior desastre ecológico de que há memória - e de que irá haver durante muitos anos. A Galp cumpre a sua missão com rigor e pratica os preços que é justo praticar tendo em conta a cotação dos produtos nos mercados internacionais e a necessidade de assegurar a sustentabilidade dos enormes investimentos que está a fazer, tanto em Portugal como no mundo.

Quanto à sua disponibilidade para defender a Galp nesses fóruns, agradecemos, mas como lhe disse, se o quiséssemos já o teríamos feito. Assim, se quiser responder, poderá fazê-lo em nome da liberdade de expressão, mas não em nome da Galp, pois normalmente esses tiros acabam por sair pela culatra (a intenção não era fazer trocadilho…). Espero que o compreenda.
Melhores cumprimentos,
Pedro.M.Pereira
Porta voz da Galp

123:TÉNIS


Boa tarde,
peço desculpa antes de mais por estar a enviar este email em vez de me dirigir ao vosso clube, mas tenho um temperamento um pouco difícil e prefiro para já tentar resolver as coisas por esta via.
Não obstante morar a uma distância ainda considerável dos vossos courtes a verdade é que na última semana tenho sido constantemente importunado com uns gritinhos ridículos e agudos de alguém que certamente frequenta o vosso clube.
Esta manhã foi a gota de água que me fez escrever este email.
Duas vezes por dia durante cerca de uma hora alguma das vossas jogadoras (quero acreditar que nenhum homem grita daquela maneira quando bate com a raquete na bola) não se consegue dominar e solta uns excessivos decibéis.A menos que a Michelle Brito esteja a treinar no vosso clube, não vejo necessidade de uma amadora, ou aspirante a tenista me incomodar constantemente.
Pretendia saber se é possível tomarem alguma medida, colocarem um aviso, taparem os vossos campos, falarem com a pessoa em questão, colocarem-lhe uma mordaça na boca...qualquer coisa de modo a que possa voltar a ter algum sossego.
Eu não tenho nada contra o desporto (quando era novo andava de bicicleta) e acho muito bem que vocês existam, antes que os jovens pratiquem desporto do que se metam nas drogas, mas sinceramente prefiro que se droguem todos do que me chateiem (o pior é quando me chateiam e se drogam mas o assunto dos arrumadores não é para aqui chamado).
Agradeço resposta breve,
Mário Dias

Exmo. Sr.
Lamentamos o seu incómodo e também a forma deselegante como trata o assunto, especialmente quando usa determinadas expressões.
Após analisarmos esta situação concluímos não se tratar de ninguém do nosso clube, pelo menos em actividade programada do clube, tal como aulas ou treinos. Se, porventura, assim não fosse e concluíssemos tratar-se de alguma situação sob a nossa responsabilidade e injustificadamente perturbadora, não hesitaríamos em agir em conformidade.
Nem junto às piscinas, nem no no parque do Lago, locais onde exercemos a nossa actividade, existem aulas à sexta-feira, nem sequer temos nenhum atleta a treinar todos os dias, nem de manhã e muito menos duas horas por dia.
Fazendo votos que a tranquilidade regresse de forma serena à sua vida,
Luísa Costa
Clube de ténis.

122:5 perguntas a MARAR


1: Rodrigo Dias peço que te apresentes, não deixando de referir o facto que não somos família, apesar do "Dias" e da aparente falta de lucidez que nos caracteriza.
Olá Mário. Não tenho a certeza que não sejamos família, mas compreendo que não te queiras ver associado a um comum desconhecido como eu. Se me chamasse Cameron Diaz, provavelmente não referias esse facto e eu não teria de me apresentar.
Tenho 29 anos, sou casado com a Carla, tenho um filho Leonardo e uma filha Sofia, já escrevi um livro e plantei uma árvore. Tendo terminado nesse momento a minha vida e porque não tenho clube de futebol para me entreter, decidi fazer cenas. Cenas são um estilo de birras, porque não consigo mudar a sociedade. Juntei um grupo de amigos e criámos uma empresa de nome Marar. Agora sou sócio-gerente que é o sonho de qualquer adolescente.

2:A MARAR actua maioritariamente em Lisboa e informa que se preocupa com o dia a dia das pessoas e com o bem-estar destas, tentando fazer de Portugal um lugar melhor. Fazem em certa medida lembrar os Deputados. É por isso que se designam por MARAR - "Movimento dos Amigos que Roubam na Assembleia da República"?
Um dos projectos que temos guardado no caldeirão das ideias fervilhantes é o de organizarmos um comício com conteúdo em branco. Nesse comício onde se distribuiriam panfletos em branco, se empunhariam faixas em branco, o líder subiria ao palco e falaria sobre nada. Penso que o acarinhar deste projecto é o nosso momento mais próximo dos nossos Exmos. Deputados, por quem nutro o maior respeito. Marar na verdade não é uma sigla, mas sim o verbo do adjectivo marado. Para nós significa Loucura Saudável.Talvez um dia também signifique para o resto das pessoas.

3:Disse-me fonte segura que foste uma das almas que trouxe a luta de almofadas para Lisboa. É certo que foi uma actividade sem fins lucrativos mas não resisto a perguntar-te se na base da ideia esteve o mesmo evento que acontecera já noutros países ou o facto da tua família ter uma fábrica de almofadas nos arredores da capital?
Nós chamámos-lhe Almofadada. Eu estudei no Colégio Militar, do qual sou grande fã, e nós todos os anos organizávamos almofadadas entre camaratas. Eram batalhas épicas entre grupos de mais de 60 miúdos. Todos os anos ansiávamos pela almofadada. Eu confesso que foi um momento nostálgico. E é a tua família que tem uma fábrica nos arredores da capital, mas eu preferia não falar sobre isso.

4: Lutas de almofadas, eventos no metro da cidade, zombies a andar por Lisboa, homens e mulheres estátua espalhados pela avenida, manifestação pelos ideais da extrema direita...qual o evento que vos deu mais gosto organizar e a melhor história que tens para contar desse mesmo evento?
O desafio que lançámos no Metro - Escolhe como queres começar o teu dia? - foi o meu preferido. Durante as duas horas que estivemos em missão passou-nos a humanidade pelos olhos: os indiferentes,os que fingem que são indiferentes, os envergonhados, os desenvergonhados, os surpreendidos, os fascinados, os Chico-espertos que nos vieram explicar como é que devíamos fazer, os amorosos, os abraçadeiros e até uma mulher-de-armas que enfiou um estalo no namorado porque ele disse alto e a bom som que queria começar o dia com uma das nossas colaboradoras.
Já agora , nós nunca realizámos uma manifestação pelos ideais da extrema direita. Deves estar a confundir com a manifestação do sindicato dos trabalhadores da fábrica da tua família, que está contra a vossa política de contratação de estrangeiros.

5: Agradecido pelo facto de não me teres furtado os gravadores face à pequena provocação da pergunta anterior, gostava que explicasses às pessoas o próximo evento da MARAR: Prédios que falam, e que as informes se prédios com mais de 30 anos, que pela fachada que têm já é uma sorte estarem de pé quanto mais falar, também podem participar.
Eu sei que essa é uma questão que te preocupa e eu volto-te a garantir, agora em público, que sim o teu prédio também pode participar.
O nosso próximo projecto, que vai na sua segunda edição, lança um desafio às pessoas que vivem em prédios: Yes we can melhorar a qualidade das relações entre vizinhos de um prédio. A iniciativa Prédios Que Falam vai transformar o vosso prédio num ambiente de partilha e amizade, quase ao estilo dos sixties :) .
Se não tens a certeza de quem são os teus vizinhos, o expoente das vossas conversas é Bom dia e Boa tarde e dói-te a barriga quando vais para as reuniões de condóminos, então esta iniciativa é para ti.
Vão a http://prediosquefalam.marar.eu e inscrevam-se.
Como eu te dizia no início da entrevista. Não é fácil mudar a sociedade por isso fazemos estas cenas, estilo birras, só para a irritar.
Obrigado Mário e boa sorte com o sindicato.

121:INÊS DE MEDEIROS


Boa tarde,
chamo-me Mário Dias e contacto com Vexas para saber se será possível enviarem-me um recibo em falta.
Sou amigo pessoal da deputada Inês de Medeiros, tendo conhecimento que esta viajou há pouco tempo para Paris pela vossa agência.
Tenho todo gosto em ser um dos Portugueses que paga as viagens semanais desta deputada pois ela não tem culpa de morar em França e ter de se deslocar semanalmente a Portugal para resolver os problemas de um pais em que não reside e cuja resolução seria impossível por pessoas que morem mais perto.
Critico os que se revoltam por pagar as viagens da Inês pois ela apesar de viver em França conhece perfeitamente a realidade do povo Português e do nosso Portugal e a grande prova disso é que....vive em França.
Divagações à parte, estava aqui a fazer o meu IRS e lembrei-me da possibilidade de colocar as despesas da Inês de Medeiros, que eu tão orgulhosamente pago nas deduções a efectuar no que vou ter que pagar ao Estado. Preciso no entanto do recibo pelo que solicitava que me dissessem se há possibilidade de me passarem o mesmo durante o dia de amanhã segunda-feira. Caso não o possam fazer terei de indagar a Senhora Deputada sobre outras agências de viagens que ela tenha contactado para deste modo ter o meu direito aos recibos devidamente salvaguardado.
Agradeço resposta pronta,
Mário Dias

Bom dia Exmo. Sr. Mário Dias
Venho por este meio solicitar o numero de sócio.
Atenciosamente,
Ricardo Teixeira
Agência de viagens Portravel

Muito boa tarde,
A Inês de Medeiros foi a candidata número 3 da lista de Lisboa à Assembleia da Republica.Provavelmente deverá ser a única Inês de Medeiros que Vexas possuem na vossa base de dados.
Poderá haver outra "de Medeiros" mas é Maria.
Posso dirigir-me hoje ao fim-da-tarde para ir buscar o recibo?
Cumprimentos,
Mário Dias

Bom dia Exmo. Sr. Mário Dias
Informo sem numero de sócio e muito difícil descobrir o processo, mas desde já informo que as reservas, informações ou recibos são dados ao próprio ou então só com autorização do próprio.
Sem outro assunto de momento,
Atenciosamente,
Ricardo Teixeira
Agência de viagens Portravel

120:PROFESSOR BAMBO


Professor Bambo,
sou o Mário, tenho 51 anos e sou viúvo.
Ouvi há já bastante tempo na rádio o seu anuncio em que lhe fazem diversas perguntas às quais o professor responde em Francês.
Decidi aprender esse idioma de maneira a poder ter uma consulta com o mítico professor Bambo e sinto que o meu Francês está finalmente perto do nível desejado para compreender o que me vai dizer.
Precisava apenas de saber se o tipo de Francês que o professor Bambo utiliza nas consultas é um Francês acessível ou se é mais elaborado para saber se posso marcar de imediato a consulta ou se é melhor inscrever-me na disciplina de Francês técnico.
Não quero arriscar pagar e depois ficar sem perceber o que me é dito.
Desde já os meus cumprimentos e aguardo resposta célere.
Mário Dias

Meu caro amigo,
obrigado pela sua mensagem e obrigado por escutar as nossas emissões na rádio. Por certo terá percebido que durante as emissões tenho comigo uma tradutora por forma a garantir que a minha mensagem chega correctamente aos ouvintes.
Também nas consultas tenho sempre presente uma tradutora, por isso o meu amigo Mário poderá marcar a consulta quando entender. Para o fazer queira ligar o 70xxxxxxx(preço chamada local) ou ainda o 21xxxxxxx.

Professor Bambo.

TIME OUT


Boa tarde,
chamo-me Mário Dias e sou leitor assíduo da TimeOut Porto, não tendo ainda perdido um número da revista (o que, apesar de ainda só ter saído uma edição, nem todos podem dizer pois a revista esgotou em muitos locais).
Comprei-a motivado essencialmente pelo conteúdo que a vossa capa deixava antever (101 coisas para fazer no Porto) e apesar de ser da Senhora da Hora combinei com a sócia do café que sou proprietário que faríamos em conjunto todas as 101 actividades que vocês propunham.
Mal sabíamos que nos esperava uma hora sem dormir no Motel Habana e uma caricata noite nas imediações da Petrogal, que vocês designaram por um dos mais concorridos "quecódromos" da cidade.
A verdade é que vocês fomentaram e de que maneira a minha relação com a Paulinha e só por isso a TimeOut da invicta já valeu a pena.
Digo na brincadeira que graças a vocês agora é time out and time in a toda a hora.
Mas sem ser em motéis ou quecódromos porque quando fechamos o café este fica por nossa conta.
Por falar nisso,o que preciso fazer para que vocês dediquem umas 2 ou 3 páginas ao nosso café que é dos melhores do Grande Porto principalmente quando é devidamente limpo e quando a ASAE não resolve ir lá "meter nojo" por causa do bolor na comida?
Com votos de muitos e invictos números.
Um grande abraço do Mário Dias e da sua recente namorada Paulinha.

Obrigado, Mário, pela sua já longa preferência pela TOP.
Ficámos extremamente comovidos pelo contributo decisivo que as nossas 101 escolhas tiveram para a sua felicidade.
A sua e a da Paulinha claro.
Quando chegar a hora pode enviar os convites de casamento para o endereço que está nesta página.
E se o primeiro filho for rapaz, gostávamos que lhe chamasse Timóteo, ok?