117:Bullying


Boa noite,
chamo-me Mário Dias e sou jornalista de um canal de conteúdos generalistas que no mês de Abril iniciará as suas emissões regulares.
No entanto, estamos já a efectivar uma série de conteúdos sobre diversos temas da actualidade sendo o tema que me leva a remeter o email o bowling, um dos flagelos que afecta muitos jovens no nosso país.
Já falamos com alunos e com professores mas seria interessante ouvir também o outro lado, o lado daqueles que incitam à sua prática.
Forneceram-me este email e contacto-o para saber se seria possível marcar com a maior brevidade possível uma entrevista com o responsável, para que possamos encerrar o documentário ouvindo todos os intervenientes.
Se pretenderem que a voz seja distorcida ou a imagem monopolizada trataremos disso sem problema absolutamente nenhum.
Agradecendo desde já a resposta que certamente me dará e subscrevo-me com consideração,
Mário Dias

Boa tarde Sr. Mário.
Será sempre possível falar connosco, sobre o assunto que entender.
Estamos em Torres Novas, na Rua Nova de Dentro, xx (debaixo do viaduto), de 3ªF a Domingo, entre as 21h-04h.
Caso entenda contactar-nos por telefone: 249 380 xxx.
Agradeço o seu contacto e espero que, no futuro, fique a perceber melhor a nossa missão.
Atentamente
Osório Andrade
BowlingTN

Boa tarde,
Agradeço a pronta resposta e tentarei comparecer ainda no decorrer desta semana para falar no fenómeno do bullying.
Se pretender ir preparando o que vai dizer para não ser apanhado de surpresa a entrevista visará o flagelo na sua globalidade.
Um bem-haja e até breve.
Mário Dias

Exmo. Sr.
Quanto ao fenómeno do bullying, nada tenho a dizer enquanto representante de um centro de bowling. Tudo o que poderei dizer será a título pessoal e não como estando do "lado daqueles que incitam à sua prática" (a não ser a prática do bowling).
O bowling é uma actividade de lazer e não "um dos flagelos que afecta muitos jovens no nosso país".
Se me permite e mostrando toda a minha disponibilidade, penso que este seu erro, daria uma boa crónica jornalística.
Permita-me também dizer que devia já ter identificado o "canal de conteúdos generalistas", a que se refere trabalhar.
Atentamente, agradeço a sua resposta a este e-mail.
Osório Andrade

Exmo. Sr. Ósorio,
venho por este meio pedir desculpa pelo mal-entendido e explicar-lhe o que se passou.
Quando contactei a semana passada um colega a pedir-lhe material para um documentário sobre casos de bullying ele deu-me este contacto dizendo que vocês eram responsáveis pela prática do mesmo.
Acabei de falar com ele para esclarecer tudo isto e chegamos à conclusão que ele percebeu "casas de bowling" em vez de "casos de bullying".
Ainda lhe liguei por estranhar o nome "bowling" que constava no seu endereço electrónico mas ele, que estava cheio de trabalho disse me que era assim que se escrevia e como é um colega bastante mais velho não quis colocar em causa a sua sapiência.
Agora estou muito atrapalhado com esta confusão e espero que não leve a mal que não divulgue o canal (cujas emissões não passarão em Portugal mas apenas noutro país de expressão Portuguesa).
Um erro deste pode deitar por terra a minha carreira.
Espero daqui a uns anos poder relembrá-lo com algum humor e farei então a crónica desta minha pequena gaffe.
Um abraço com votos de muitos strikes,
Mário Dias

116:LEI DA ROLHA


Oi, boa tarde.Sou Mário Dias, sou Brasileiro e sou proprietário de várias quintas no Douro.Sou ainda produtor vinicola e responsável pela colocação no mercado de um novo vinho que em breve estará pronto a ser comercializado.Contacto com Vexas porque me foram referenciados por uns colegas Portugueses como "prestadores de um serviço da maior qualidade e preços acessíveis no que concerne a rolhas".
Como não tenho possibilidade de entrar telefonicamente em contacto com Vexas queria perguntar o preço da rolha.Ao procurar na internet informações sobre o assunto, deparei-me com a lei da rolha que pelo que percebi foi aprovada recentemente no vosso país. Gostava também de perguntar em que se traduz essa lei para não fazer asneiras.
Muito obrigado e aguardo resposta breve.
Mário Dias

Estimado Mário Dias.
Agradeço o seu email e interesse pelos nossos produtos.
Somos uma empresa com um vasta experiência na produção de rolhas, de granulados e aglomerados de cortiça.Não é por acaso que somos uma das firmas com mais prestigio em Portugal, sendo frequentemente o nosso nome associado aos melhores vinhos.
A verdade é que já contamos com mais de 60 anos de história.
No que concerne à "lei da rolha" não se preocupe pois isso não é lei nenhuma nem se aplica a nós.Foi uma lei que os militantes do PSD aprovaram que impõe o silêncio até à data das eleições.
O melhor seria contactarmos telefonicamente para acertar pormenores. Se nos fornecesse um número que pudéssemos utilizar seria o ideal.
Melhores cumprimentos,
Alberto Luís

Boa tarde,
agradeço desde já a vossa simpatia e o belíssimo histórico que me apresentou:
Tantos anos a produzir rolhas, granizados e aglomerados de cortiça é de facto obra.
Engraçado,aqui no Brasil, na zona onde moro, os granizados são servidos em copo e não engarrafados e "enrolhados" como o fazem (e que delicia que são) mas ao abarcar todo o processo (da produção do suco à comercialização) certamente os vossos lucros são bastantes maiores.
Sr. Alberto neste momento era importante para mim saber preços para saber se me compensa a deslocação para negociar. São rolhas normais o que eu pretendo sem grandes especificidades.
Diz-me que a lei da rolha não é lei nenhuma e pelo que diz nem tem nada a ver com a vossa rolha.
Peço desculpa por achar estranho mas não consigo deixar de o questionar:
Está me a dizer que algo a que chamam "lei da rolha" não é lei nem mete suas rolhas?
Sr. Alberto, não me leve a mal a questão mas vocês estão ilegais?
Então é aprovada essa lei por um partido e a sua empresa, de dimensão considerável na produção de rolhas, não é contemplada pela lei?
Esse silêncio, que os senhores que militam com as rolhas deverão respeitar até ao dia que me disse, significa que não podem celebrar negócios até à data das eleições?
Sinto muito mas eu não poderei esperar tanto tempo.
Saudações,
Mário Dias

Estimado Mário Dias
Há aqui um grande equivoco.
A lei a que se refere é apenas uma expressão utilizada em Portugal que nada tem a ver com rolhas e que não interfere nos nossos negócios.
É lei da rolha como pode ser lei da fita adesiva ou lei da tampa.
Compreende?
Aguardo então o seu contacto telefónico.
Cumprimentos,
Alberto Luís.

Claro que compreendo Sr. Alberto e agradeço o seu esclarecimento.
Rolhas, fita adesiva e tampas passarei a adquirir aqui no Brasil onde as pessoas podem falar sem estar a cometer ilegalidades.
Pedia que não entrasse mais em contacto comigo pois não quero ser acusado de cúmplice do que quer que seja.
Felicidades com os vossos "negócios da rolha".
Mário Dias

115: Email por encomenda 3: Dove

De quem: Da leitora do blogue Marisa.
Para quem: Dove
O quê: Porque raio dizia a caixa do sabonete "Utilizar como sabonete normal"???

Boa tarde, sou o autor do site http://maildeumlouco.blogspot.com/ e entre várias matérias que publico contam-se emails "encomendados" por leitores.
Pediram-me para vos questionar sobre qual a razão porque diz numa embalagem de um sabonete da Dove:
"Indicações: utilizar como sabonete normal".
O que aconteceu para que tenham sentido a necessidade de colocar isto? O que é um sabonete anormal?
Um abraço a toda a equipa da DOVE.

Exmº Senhor, Agradecemos desde já o seu contacto e a preferência pela Dove. Relativamente ao assunto do seu email, gostariamos de informar que o sabonete Dove não é um sabonete como os outros, e por vezes quando se comunicava a expressão " utilizar como sabonete normal", era porque Dove não tem a base normal dos sabonetes, não é alcalino mas tem um ph neutro. Assim a expressão pode parecer um pouco fora do normal, mas tem um sentido histórico. Ficamos a sua disposição para qualquer assunto, que entenda necessário.
Com os melhores cumprimentos,
Carla Silva
Linha Apoio Consumidor Dove

Exma Senhora Carla Silva,
agradeço a disponibilidade demonstrada assim como o profissionalismo revelado ao responder tão bem a uma questão melindrosa para a Dove.
Agradece a minha preferência pela Dove apesar de eu nunca ter dito que a tinha. Certamente foi a Paulinha que tomou banho uma vez comigo que vos contou que o meu sabonete era da vossa marca, não encontro outra explicação...quer dizer...até encontro mas tenho um bocado de medo que tenha sido o Raul,o Jorge, o Tó Zé ou o Amândio a dizer-vos isso depois de me verem a tomar banho no balneário após aquela tarde da meia-maratona.
Não me agrada nada a ideia de tomar banho com quem anda a dizer nas minhas costas:
- Ai o Dias...o sabonete dele é da Dove, dá para acreditar?
- Da Dove? Espero que pelo menos ele tenha lido a embalagem e faça a utilização do mesmo como um sabonete normal.
- Caramba...para o ano ainda temos o Dias a correr a meia maratona mas em marcha.
E não me agrada porque em primeiro lugar homens de verdade não falam de marcas de sabonete e depois pela sempre incomoda dúvida que fica a pairar no ar.
Depois do seu email estas conversas não me preocupam mais já que justificarei a minha preferência pelos vossos sabonetes com a razão histórica que tão bem menciona e se eles pretenderem que eu apague a história eu digo para terem juízo pois comigo a história não se elimina e será sempre mais limpa e cheirosa com um ph inevitavelmente neutro.
Mário Dias

(Emails por encomendada são solicitados para o meu endereço marioaugustodias@hotmail.com)

114: Email por encomenda 2: O vizinho

De quem: Do leitor e filho Miguel.
Para quem: Mãe de nome Milu.
O quê: Uma qualquer situação tendo apenas acesso ao blogue da mãe: http://www.miluzinha.com/

Cara "Miluzinha",
antes de mais os meus respeitosos cumprimentos.
Moramos no mesmo prédio mas eu preferia não me identificar para evitar futuras chatices ou situações de constrangimento.
Eu simpatizo com a vizinha e parece-me que sou um dos poucos moradores deste espaço que a "Miluzinha" não abomina.
Desculpe colocar o seu nome entre "" mas acabei de descobrir que assim é tratada ao ser confrontado com o seu blogue o qual aproveito desde já para dizer que é bastante bom tirando obviamente umas referencias que faz a alguns vizinhos...
Mas não se preocupe que eu concordo completamente com o que diz.
Tomei conhecimento da existência do mesmo precisamente após um comentário de alguém do prédio que se queixava esta manhã do barulho que alguém faz a teclar durante toda a noite.
Confrontei os dias em que colocou textos e de facto correspondem aos dias em que se ouve teclar no prédio todo pelo que não podia deixar de lhe pedir que sempre que fosse escrever algo saísse do prédio pois as pessoas aqui trabalham e têm que dormir durante a noite.
Quando o fizer espero que não faça depois muito barulho ao voltar a entrar no prédio...
Caso não tenha portátil podemos estabelecer uma hora durante a tarde em que pode escrever à vontade desde que poucas pessoas estejam no prédio para que o incómodo seja os menor possível.
Estava a pensar numa happy hour das 13 e 30 às 14 horas. Que acha?
Certamente que cumprindo estas regras todos viveremos melhor em comunidade.
Agradecia que a vizinha me dissesse algo para que possa ficar mais sossegado.
Obrigado,
o vizinho.

Estimado vizinho,
Antes de mais agradeço o tom cordial com o qual se me dirigiu para me dar conta de algum mal-estar que diz haver no prédio, devido ao som de um teclar que se prolonga durante toda a noite. Desde já agradeço o aviso, mas acontece que não sou eu, pois tenho portátil e o teclar é praticamente inaudível. Julgo antes que é o meu filho, até porque ultimamente também me queixo, pelo que tenho de fechar a porta do corredor para não ser incomodada, portanto, concordo inteiramente consigo. Para resolver esta situação o ideal seria alguém falar com ele, porque os miúdos tomam mais facilmente um aviso vindo da parte das pessoas exteriores à família, contudo, estou ciente de que o vizinho não deseje identificar-se, resta-me então mostrar ao meu filho este e-mail que me enviou. Quanto à nossa situação como vizinhos e toda a questão referente ao condomínio, toda a gente sabe que estou a exercer o meu direito de cidadania, mas preferem fazer de conta que não sabem de nada, para melhor servir os seus intentos. Todavia esbarraram com alguém que sabe procurar e exercer os seus direitos assim como os deveres e além de mais sou muito casmurra, que é mesmo este o termo. Mas também sou boa pessoa, simples, humilde e esforçada, só não quero é que façam pouco de mim. Por fim vizinho, vou falar com o meu filho acerca deste inconveniente do teclar, pois aqui vós tendes toda a razão para protestar.
Muito obrigada pela sua atenção.

113: Email por encomenda 1: Parabéns

De quem: Do leitor e marido F.
Para quem: Padre Diz da Paroquia da Areosa.
O quê: Não percebeu a razão pela qual o Padre no dia do seu casamento pediu a toda a gente que cantasse os "Parabéns a você".

Caro Padre Diz,
chamo-me Mário Dias e sou o autor de um blogue intitulado Mail de um louco onde publico as missivas electrónicas que envio e que recebo.
Por vezes tenho "emails encomendados" por leitores do blogue e é esta a razão porque lhe escrevo.
Alguém que foi casado pelo Padre, achou bastante curioso o facto de o Padre pedir aos convidados para cantarem os "Parabéns a você" em plena cerimónia.
Pelo que investiguei é comum o Padre Diz solicitar tal cantoria durante os casamentos que celebra.
Não consigo deixar de imaginar o Padre nos aniversários a perguntar pelo menino das alianças.
Gostava de lhe pedir que partilhasse a razão pela qual o faz pois a curiosidade é de facto bastante.Trata-se de confusão?De marcar uma posição diferente perante a conduta da Igreja dita tradicional?
Agradeço desde já a resposta e o esclarecimento que certamente dará a todas as pessoas que visitam o meu espaço.
Um abraço do Mário Dias

Caro amigo Mário Dias
Gostei de receber o seu email, e, vou responder-lhe.
A respeito dos "parabéns a você", são cantados sempre fora da cerimónia, e, não em plena cerimónia, como escreve. Depois de concluída a cerimónia e a festa religiosa do Casamento, é bom expressar a alegria do amor unido.
Estes parabéns podem-se cantar no fim de qualquer cerimónia celebrada na Igreja. Ninguém os proibiu, nem pode proibir. Tanto as palmas como os parabéns são um mote que fica bem e alegra os noivos e os convidados. Diz-nos o Evangelho que quando estamos com o noivo não pode haver tristeza mas sim alegria plena.
Nós vivemos num sociedade sem alegria e sem amor. E, eu creio que sem alegria e sem amor não se pode viver.
Sendo assim, não vejo nenhum inconveniente em cantar e expressar a alegria da festa , desta maneira.
Um abraço do Pe. Diz

Padre Diz,
agradeço-lhe desde já a sua colaboração e boa disposição que revela a qual não tenho dúvida que é fruto da celebração de muitos casamentos.
Vi há pouco tempo um filme em que a personagem principal cantava os "parabéns a você" todas as vezes que lavava as mãos pois dizia que o tempo certo para tal procedimento era o tempo de duração da melodia.
Ele enquanto cantava os parabéns estava a expulsar os germes e é engraçado como a teoria do Padre Diz metafóricamente se aproxima disto.
Ao celebrar a vida constantemente afastamos a tristeza e os germes que nos rodeiam. O problema é que se todos cantarem como eu não serão certamente só os germes que se vão afastar pelo que se um dia tiver o prazer de assistir a uma cerimónia do Padre Diz avisá-lo-ei da minha presença.
Um abraço do Mário Dias e já sabe...
Parabéns a você
Nesta data querida
Muitas felicidades
Muitos anos de vida
Hoje é dia de festa
Cantam as nossas almas
Para o(a) menino(a)...
Uma salva de palmas!

(As encomendas devem ser encomendadas para o endereço das encomendas ou seja:"marioaugustodias@hotmail.com" acompanhadas do email do destinatário e tipo de email pretendido. Garanto confidencialidade.)

112: ELEFANTE EM LOJA DE PORCELANA


Boa tarde,
sou Mário Dias e sou produtor musical sendo também responsável pela realização do clip daquele que será certamente o novo êxito do Verão no que à discografia nacional diz respeito.
A musica chamar-se-á "Elefante em loja de porcelana" e apesar de ainda estar um pouco no segredo dos Deuses (razão pela qual não revelei ainda o cantor) tenho de vos colocar ao corrente destes dados para que possa formular a minha pretensão.
O jardim zoológico de Valência, em Espanha, disponibilizou um pequeno elefante para a realização do videoclip, pelo que apenas nos falta uma loja cheia de peças de porcelana para que a minha ideia seja bem sucedida.
Contacto por isso com Vexas para saber se querem ter o privilégio de participar na gravação do "Elefante em loja de porcelana", cedendo as peças de porcelana que no final obviamente serão devolvidas.As que não forem destruídas pelo elefante.
Pretendia que estas não fossem muito valiosas mas também não muito baratas porque isso daria a ideia que se trata de uma produção de amadores.
Caso pretendam fornecer além da louça e porcelanas o espaço agradeço-lhes imenso, caso apenas queiram fornecer os produtos teremos de equacionar o melhor modo de os transportar sem que haja estragos.
Agradeço uma resposta breve porque caso não queiram participar terei que arranjar soluções.
Mário Dias

Caro Mário Dias,
Obrigado pelo seu contacto.
O seu pedido foi enviado para o nosso Dept. de Marketing para avaliação do interesse.
Faço votos de sucesso com este lançamento.
Obrigado.
Fernando Eduardo
Dir. Comercial Vista Alegre

Agradeço a atenção.
Espero que me respondam com brevidade do departamento de Marketing porque apenas poderei ter o elefante nos próximos dias.
O mês de Março,pelo que me disseram do jardim zoológico, é um mês muito concorrido pois coincide com a visita de várias escolas no país vizinho e eles não querem ter baixas entre os animais.
Mais uma vez agradeço a disponibilidade.
Mário Dias

Exmo Senhor Mário Dias:
Sugerimos a realização de uma reunião de trabalho pois precisamos de mais informações para avaliarmos o vosso pedido.
Obrigado,
Jorge Paços
Marketing Vista Alegre

Boa noite, agradeço imenso o interesse que demonstram neste projecto.
Como referi não posso entrar em pormenores sobre quem é o cantor, mas trata-se de uma balada em que o trombas (nome que demos ao pequeno elefante) entra na sala cheia de peças vossas e começa pouco a pouco a destruir tudo.
No final obviamente aparecerá um agradecimento à Vista Alegre.
Como aperitivo deixo o refrão (após devida autorização do artista):
"Ninguém me magoa como tu/
mas ninguém é como tu na cama/
trombas fora do zoo/
elefante em loja de porcelana./
Minha vida deixou de ser tua/
o elefante não come mais minha soja/
põe-te no olho da rua/
deixa em paz a porcelana da minha loja."
É uma letra leve e divertida que certamente constará nos hits.
A gravação tem de ser efectuada esta semana pelo que pedia uma resposta definitiva durante o dia de hoje.
Precisamos de cerca de mil peças e caso não estejam interessados optaremos por uma loja chinesa que já se disponibilizou a fornecer peças (pelo menos pareceu-me que eles disseram que estavam interessados).
Muito obrigado,
Mário Dias

Exmo Senhor
Informo que não temos condições para apoiar o vosso projecto.Desejando os maiores sucessos á vossa iniciativa apresentamos os nossos melhores cumprimentos.
Jorge Paços

111: LEITURA


Boa tarde

Chamo-me Mário Dias e sou cartomante.
Não obstante a minha especialidade ser ler as cartas, também sei ler a mão, o cotovelo e os búzios que eu próprio lanço.
Esta semana decidi, como forma de comemorar a semana da leitura, dirigir-me à vossa biblioteca e ler a mão aos vossos leitores.
O custo será de 5 euros por mão e apenas será cobrado individualmente no final da leitura. Peço apenas que me avise caso tal não me seja autorizado para evitar os custos inerentes a esta minha deslocação.
Terei todo prazer em ler as mãos dos funcionários da biblioteca, descontando 20 por cento do preço que costumo levar (peço apenas que as lavem bem para facilitar a minha tarefa).
Agradeço então resposta pronta,

Mário Dias


Exmo. Senhor

Agradecemos a sua oferta, mas a Direcção da Biblioteca Municipal não autoriza este tipo de iniciativas nas suas instalações.
Com os melhores cumprimentos

Secretariado da Direcção
Biblioteca Municipal


Agradeço o facto de me ter respondido e peço desculpa por insistir e abusar da sua simpatia e boa vontade.
Tratando-se da Biblioteca Municipal, decidi que a minha actividade deverá ser enquadrada no âmbito de serviço público, pelo que exercerei a leitura cobrando apenas METADE do que é normal e para Vexas, funcionários da Biblioteca, a oferta será ainda maior:
Vou ler a mão absolutamente grátis, a não ser, claro, que da leitura da mesma resulte que devam pagar algo.
Agradeço que me digam apenas se é preferível dirigir-me de manhã ou durante o período da tarde ao vosso templo do saber.
Mais uma vez agradeço a atenção dada,

Mário Dias


Acusamos a sua insistência mas, mais uma vez, comunicamos que a Direcção da Biblioteca Municipal não autoriza este tipo de iniciativas/actividades nas suas instalações.
Com os melhores cumprimentos

Secretariado da Direcção
Biblioteca Municipal