
Boa tarde,
Chamo-me Mário Dias, tenho 23 anos e acabei recentemente o curso de jornalismo e comunicação social.
Futuramente entrarei em contacto com Vexas porque fui pai há pouco tempo e o Joãozinho será com vocês que vai ficar mas para já o assunto é outro.
Pretendo entrar no mercado de trabalho e surgiu uma oportunidade de ir trabalhar para uma importante revista, a qual não quero obviamente desperdiçar.
No entanto, pediram-me para fazer um artigo sobre um tema actual para que dessa forma avaliassem as minhas competências, não só no domínio da escrita mas principalmente no âmbito do denominado jornalismo de investigação.
Escrevo por isso para o vosso infantário para auferir da viabilidade da pretensão que passo a explicar:
O meu artigo vai visar a denominada violência infantil invertida, o novo flagelo que afecta a nossa sociedade.
Trata-se de crianças que desde muito novas abusam e maltratam tudo e todos.
Infelizmente eu não conheço nenhum caso e por isso vos contacto para que em conjunto possamos fazer algo que traga benefícios quer para mim quer para o vosso infantário.
Benefícios para mim porque conseguirei um artigo exclusivo, original e bombástico e para vocês porque publicitarei a forma digna e profissional como tratam com esta questão.
Quem sabe a revista, mais tarde, não decide publicar o artigo.
Conversarei com uma educadora que me confirmará que um dos vossos meninos é um pequeno delinquente, que já lhe partiu a cabeça e um braço e que por causa dele já várias outras crianças tiveram de receber tratamento hospitalar.
Deixo obviamente ao vosso critério a escolha da criança e da educadora, sendo certo que serão fotografados.
Era importante (apesar de não fazer absoluta questão disso) que a educadora tivesse algumas mazelas para dar mais realismo a esta minha história.
Peço resposta breve porque tenho de entregar o artigo já na segunda-feira e se Vexas não aceitarem terei de pensar noutra solução.
De qualquer maneira já fotografei a parte exterior do vosso infantário para ir adiantando a peça.
Cumprimentos,
Mário Dias

Boa Tarde
Em 1º lugar gostaria de saber quem é que lhe deu autorização para fotografar o MEU colégio para adiantar qualquer trabalho que seja.
Não necessito de publicitar o MEU colégio dessa forma ignorante e desonesta de fazer jornalismo, com o devido respeito pelos verdadeiros profissionais de comunicação.
Você deve ter pretensões a ser jornalista porque não tem o mínimo de capacidades a avaliar pela sua proposta e já agora gostava que ficasse com a certeza de que no MEU colégio as educadoras, incluindo eu, são profissionais competentes e sobretudo responsáveis.
As crianças não são objectos e muito menos meios para atingir fins pouco convincentes.
Não duvide que abordou a pessoa errada e se é homem deixe o seu contacto para discutirmos o assunto pessoalmente aí você vai ver o que é ser profissional e competente, espero que como pai (se for verdade), seja mais atento e menos desonesto.
A Direcção do Infantário O Caracol Pimpão
Fátima Silva





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